Detector de chamas industrial instalado em tubulação de fábrica com área de risco ao fundo.

Detector de Chamas UV, IR ou UV/IR: qual a diferença e como especificar corretamente?

Nem todo risco de incêndio pode ser detectado da mesma forma.

Em aplicações industriais, a escolha do detector de chamas precisa considerar muito mais do que o alcance do equipamento.

UV, IR e UV/IR utilizam diferentes tecnologias para identificar a radiação característica de uma chama. A escolha adequada depende do tipo de risco, do ambiente e das condições da instalação.

Por isso, especificar corretamente é tão importante quanto escolher o equipamento.

UV, IR ou UV/IR: qual a diferença?

Comparativo visual de atuação entre detector de chamas UV, IR e UV/IR em processos industriais.

Detector UV

Utiliza a radiação ultravioleta emitida pela chama para identificar um possível evento.

Pode ser uma alternativa para determinadas aplicações, mas é necessário avaliar possíveis fontes externas de radiação UV, como soldagem, descargas elétricas e outras fontes de interferência.

Detector IR

Utiliza a radiação infravermelha associada à chama.

Na especificação, é importante considerar o ambiente e possíveis fontes de radiação IR, como superfícies muito quentes, fornos e outros equipamentos térmicos.

Detector UV/IR

Combina as duas tecnologias: ultravioleta + infravermelho.

A combinação das informações pode contribuir para uma detecção mais confiável em determinadas aplicações, reduzindo a possibilidade de alarmes causados por algumas fontes de interferência.

Mas atenção: UV/IR não significa automaticamente que seja a melhor escolha. A aplicação é que define a tecnologia adequada.

O que avaliar antes de especificar?

Esquema de campo de visão e alcance de detector de chamas industrial cobrindo área de risco com tubagens e maquinaria.

É aqui que a escolha realmente começa.

1. Qual é o combustível?

A chama de diferentes combustíveis apresenta características distintas. O detector precisa ser adequado ao tipo de risco que será monitorado.

2. O que existe ao redor?

Sol, soldagem, superfícies quentes, iluminação e outros elementos podem interferir na detecção.

3. Qual é a distância?

Não considere apenas o alcance máximo informado na ficha técnica.

Distância, tamanho da chama e condições de instalação precisam ser avaliados em conjunto.

4. Qual é o campo de visão?

O detector precisa “enxergar” a área de risco. Obstáculos, ângulo de instalação e posicionamento fazem parte da especificação.

5. Como é o ambiente?

Poeira, chuva, neblina, fumaça, temperatura e outros fatores podem influenciar o desempenho do detector.

6. Quais são os requisitos do projeto?

Certificações, classificação da área e requisitos específicos da instalação também precisam ser considerados.

O erro é escolher o detector antes de entender o risco

Não existe um detector de chamas universalmente adequado para todas as aplicações.

A escolha precisa partir de uma pergunta: “Qual é o cenário que preciso proteger?”

Depois disso, avaliamos qual tecnologia, configuração e posicionamento são mais adequados.

Precisa especificar um detector de chamas?

É justamente aqui que entra o suporte técnico da CAMfire.

Trabalhamos com soluções para detecção de chamas e gases e podemos ajudar na avaliação da aplicação e na identificação da solução adequada para o seu projeto.

  • Não escolha apenas pelo modelo.

  • Escolha a tecnologia certa para o seu risco.

Fale com a equipe CAMfire.